Por que o turnover precisa entrar na pauta da alta liderança?

Em novo artigo na Você RH, Pamela Manfrin mostra por que a rotatividade precisa ser analisada também como um risco à continuidade, ao conhecimento e à capacidade de execução das empresas.

Uma empresa pode ter processos definidos, políticas completas e um organograma bem estruturado. Ainda assim, parte importante da operação pode depender de conhecimentos que nunca foram registrados.

São decisões tomadas com base na experiência, relações de confiança construídas ao longo dos anos, particularidades de clientes e fornecedores e aprendizados que existem apenas na memória de quem executa o trabalho todos os dias.

Quando essa pessoa deixa a empresa, o que acontece com tudo isso?

Em seu novo artigo publicado na Você RH, Pamela Manfrin, CEO da Apetit Serviços de Alimentação e colunista da revista, amplia a discussão sobre turnover. Mais do que o custo de contratar e preparar um substituto, ela chama a atenção para aquilo que raramente aparece nos indicadores: o conhecimento que sai pela porta sem ter sido compartilhado.

Um risco que nem sempre chega à alta liderança

A rotatividade costuma ser acompanhada pelo RH. No entanto, quando uma empresa concentra processos críticos, decisões e relacionamentos em poucas pessoas, a saída de um profissional pode afetar produtividade, qualidade, agilidade e capacidade de resposta.

Por isso, Pamela apresenta uma provocação importante: se a perda de conhecimento pode comprometer a continuidade da operação, por que o tema ainda não recebe o mesmo rigor dedicado aos riscos financeiros, regulatórios ou reputacionais?

O artigo também questiona a forma como as organizações medem o turnover. O custo visível envolve recrutamento, seleção, integração e treinamento. Mas como calcular o tempo necessário para reconstruir a experiência de quem conhecia profundamente um processo? E quanto custa uma decisão tomada sem esse repertório?

A empresa sabe de quem depende?

Eliminar completamente o turnover não é uma meta possível, nem necessariamente desejável. Pessoas mudam de trabalho, novas competências chegam e as equipes se transformam.

A questão central é outra: a empresa está preparada para continuar funcionando quando isso acontecer?

Processos documentados, sucessão, onboarding estruturado, capacitação contínua, mentoria e lideranças que desenvolvem autonomia ajudam a reduzir a dependência de profissionais específicos. Mas nenhuma dessas práticas começa sem que a organização reconheça onde está o seu conhecimento mais crítico.

Na nova coluna, Pamela aprofunda essa reflexão e mostra por que empresas perenes não são aquelas em que ninguém sai. São aquelas que conseguem preservar, compartilhar e reconstruir sua capacidade com rapidez.

Continue essa reflexão na Você RH

O que aconteceria se as pessoas mais experientes da sua operação saíssem no mesmo trimestre? A empresa conseguiria manter o mesmo nível de qualidade, velocidade e segurança?

Leia o artigo completo “Turnover é pauta de conselho, não só de RH”, na coluna de Pamela Manfrin na Você RH.

Acompanhe a colunista diretamente na Você RH e assine a revista para receber novas reflexões sobre liderança, gestão de pessoas, cultura e continuidade dos negócios.

Fernanda Circhia | Comunicação & Marketing Apetit

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