Flexibilidade empresarial e adaptabilidade corporativa

Uma organização passa por diversas fases, assim como na vida, é preciso saber lidar com sabedoria em cada uma delas

Como ponto de partida deve-se pensar as organizações como seres vivos que nascem, crescem e, eventualmente, padecem. Durante todo este processo ocorrem mudanças de perspectivas com adequações de acordo com a necessidade. Padecer, neste sentido, significaria não o fechamento da empresa, mas o encerramento de um ciclo para iniciar um novo mais condizente com a realidade. Desta forma, a única constância é a necessidade da instituição se flexibilizar prontamente diante dos contextos sociais e é justamente um destes momentos-chave, no qual estamos experimentando, onde adaptar-se se tornou imperativo.

Estamos vivendo o encerramento de uma fase para renascer em uma época muito mais humana e menos impessoal. Mais do que produtos e serviços, as pessoas necessitam se relacionar com as marcas de uma maneira fraterna com vínculos fortes e duradouros. Este é um período de renovação no mercado, onde todas as empresas, independentemente do nicho de atuação, devem se atentar para mudar a postura diante dos públicos de interesse. Gradativamente as organizações que não voltarem o foco para o bem coletivo estão fadadas a encerrarem suas atividades definitivamente.

A pandemia que tomou conta do mundo em 2020 obrigou diversos trabalhadores a atuarem remotamente. Muitas empresas tiveram que lidar com o home office pela primeira vez. Esta quebra de paradigma permitiu que as lideranças passassem a conhecer de verdade o próprio time. Os empregadores descobriram que o sucesso organizacional não depende exclusivamente da presença do colaborador no prédio da empresa, mas sim do comprometimento do mesmo em relação ao trabalho executado.

Em ambientes com uma hierarquia muito rígida esta mudança pode ter gerado certo desconforto, mas instituições que já utilizam esta metodologia há algum tempo podem ter se beneficiado, pois a relação com os funcionários já se baseia na confiança e cumprimento de expectativas mútuas.

Outra questão primordial foi em relação as medidas de proteção sanitária com os clientes e colaboradores. É claro que isso sempre fez parte do cotidiano da maioria das empresas, mas ficou evidente que a segurança das pessoas deve ser tratada como prioridade. Estabelecimentos que negligenciaram esta questão foram expostos nas redes sociais e a imagem da instituição foi seriamente comprometida. Vivemos um tempo onde a informação se propaga rapidamente, então seguir os protocolos das entidades responsáveis de saúde e segurança é mais do que uma obrigação, é a diferença entre o sucesso e o fracasso dos negócios.

A Apetit Serviços de Alimentação, por exemplo, imediatamente adotou todas as medidas de contenção e prevenção para não expor seus clientes e colaboradores em situações de risco. Todo o método de trabalho foi modificado assim que as primeiras instruções dos órgãos técnicos foram divulgadas. A equipe administrativa adotou o trabalho remoto e o time operacional teve a rotina inteiramente modificada com a intensificação de equipamentos de proteção individual, escala de trabalho e diversas outras atitudes para garantir o bem-estar das pessoas. Se a empresa fosse inflexível e não agisse de acordo, poderia ter prejuízos com os clientes e mesmo com a equipe interna, ocasionando em um mal-estar generalizado. Mas foi a política de cuidado com as pessoas que sempre guiou a Apetit que fez a diferença e possibilitou que a empresa se adaptasse rapidamente diante do cenário.

Como dito anteriormente, adequar-se ao mercado é uma necessidade constante das corporações e é essencial que as lideranças estejam atentas as estas mudanças de comportamento. Adotar novas tecnologias, metodologias e formas de produção em todos os âmbitos organizacionais é obrigação para instituições que prezam pela perenidade dos negócios onde o fator humano dita as regras.

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