Mais do que salário, retenção envolve percepção de valor, cultura e sentido. No novo artigo publicado na Você RH, Pamela Manfrin analisa como decisões reativas podem comprometer a sustentabilidade das empresas.
Em um cenário de alta competitividade e mobilidade profissional, muitas empresas passaram a adotar uma resposta imediata para evitar perdas: cobrir propostas externas com aumento salarial.
À primeira vista, a estratégia parece eficiente. Mas será que ela resolve o problema? Ou apenas adia uma decisão mais estrutural?
No novo artigo de Pamela Manfrin, CEO da Apetit, na Revista Você RH, essa lógica é colocada em perspectiva.
O erro silencioso na retenção de talentos
Quando a empresa cobre uma proposta externa, ela resolve uma urgência. Mas, ao repetir esse movimento, cria um padrão.
E padrões constroem cultura. Sem perceber, a organização passa a ensinar que:
• O reconhecimento acontece na saída, não na trajetória;
• O crescimento depende do mercado, não da empresa;
• O valor do profissional precisa ser validado externamente.
Com o tempo, esse comportamento enfraquece a cultura organizacional e torna a retenção mais instável e mais cara.
O ponto de virada: não é sobre incentivo
É aqui que a reflexão ganha profundidade:
“Quando o trabalho faz sentido, o incentivo deixa de ser o centro da conversa.”
Pamela Manfrin
Essa frase resume uma mudança importante de perspectiva. A retenção não se sustenta apenas em incentivos, mas sim na construção de sentido.
Incentivos motivam, mas não garantem retenção
Existe uma explicação clara para isso. Incentivos financeiros geram motivação imediata, ativam mecanismos de recompensa e aumentam a sensação de valorização.
Mas esse efeito tem limite, pois o cérebro se adapta, e o que hoje é percebido como incentivo, amanhã passa a ser expectativa.
A partir daí, surge um ciclo recorrente:
• Novos aumentos;
• Novas contrapropostas;
• Necessidade constante de estímulo.
Esse modelo pode funcionar no curto prazo, mas fragiliza a retenção de talentos no longo prazo.
O que realmente retém talentos nas empresas
A provocação central do artigo de Pamela Manfrin é clara: retenção não é sobre salário, é sobre sentido.
O que realmente retém talentos está relacionado a:
• Sentido no trabalho;
• Percepção de impacto;
• Autonomia para atuar
• Qualidade da liderança;
• Ambiente organizacional saudável
Quando esses elementos estão presentes, o vínculo com a empresa se fortalece de forma consistente.
Liderança e gestão de pessoas: onde tudo acontece
Na prática, retenção de talentos é uma consequência direta da liderança, pois delegar tarefas é diferente de delegar responsabilidade.
Quando o colaborador compreende o impacto do seu trabalho no resultado coletivo, o engajamento muda de nível.
Nesse momento, o trabalho deixa de ser execução e passa a ser construção.
E é nesse ponto que a retenção deixa de ser uma preocupação constante e passa a ser um reflexo do ambiente construído.
Um convite à reflexão
Se a sua empresa precisa, com frequência, cobrir propostas externas para reter talentos, talvez a pergunta não seja sobre quanto pagar.
Talvez seja sobre o que está faltando antes disso acontecer. Essa é a reflexão compartilhada por Pamela Manfrin em seu novo artigo.
Leia o artigo completo
Para aprofundar essa análise sobre retenção de talentos, liderança e cultura organizacional, acesse o artigo completo publicado na Você RH e compartilhe com quem também se interessa por esse tema tão importante nas empresas.
Se a retenção de talentos é uma prioridade na sua empresa, talvez seja o momento de olhar para além das decisões emergenciais.
A forma como as pessoas vivem o dia a dia dentro da sua operação impacta diretamente o engajamento, a produtividade e o desejo de permanecer.
A Apetit atua ao lado das empresas na construção de ambientes mais saudáveis, organizados e eficientes, onde a experiência do colaborador também faz parte da estratégia.
Fernanda Circhia | Comunicação & Marketing Apetit





