Setembro Amarelo na Apetit: como nutrição e saúde mental se conectam no trabalho

Descubra como a Apetit promove o bem-estar e a saúde mental dos colaboradores, destacando a importância da nutrição para o ambiente de trabalho.

Setembro é o mês voltado para o cuidado com a saúde mental, e o dia 10 é oficialmente o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A campanha Setembro Amarelo tem um objetivo claro: dar visibilidade ao tema, promover o diálogo e, acima de tudo, disseminar uma mensagem crucial: “Se precisar, peça ajuda!”

Na Apetit, o cuidado com a saúde mental é uma prática constante. Durante o ano, realizamos treinamentos para gestores e oferecemos benefícios que incentivam o bem-estar físico e mental. Em setembro, lançamos uma pesquisa de saúde ocupacional para aprimorar ainda mais nossas ações, que serão integradas ao comitê de saúde, a ser lançado em breve.

Crise de saúde mental no Brasil

O Brasil tem maior número de afastamentos por ansiedade e depressão em 10 anos, conforme o números da Previdência Social. Os transtornos mentais são multifatoriais: reflexo da situação do mercado de trabalho, as cicatrizes da pandemiainsegurança financeira com o aumento do custo de vida, isolamento social, mudanças rápidas.

O suicídio é uma realidade que afeta cerca de 700 mil pessoas anualmente no mundo, uma a cada 40 segundos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, dados da Previdência Social revelam que os transtornos mentais já são a terceira maior causa de afastamento por auxílio-doença.

A relevância da campanha nas empresas corporativas vem crescendo, e na Apetit não é diferente. Nelson Baptista Júnior, gerente de Recursos Humanos da Apetit, entende que a saúde mental é uma responsabilidade compartilhada entre empresa e colaborador. Para ele, a empresa tem um papel importantíssimo: criar um ambiente de trabalho saudável e seguro, com todas as condições adequadas. “No entanto, o colaborador também precisa assumir seu papel de protagonismo nesse tema, buscando um autocuidado, conhecendo a fundo sobre o tema e principalmente tendo um engajamento nas ações propostas pela empresa.”

A crise de saúde mental fez que o governo federal buscasse medidas mais rígidas, incluindo mudanças na NR-1 (Norma Regulamentadora) que estabelece as disposições gerais sobre segurança e saúde no trabalho. A norma já incluiu a identificação de riscos psicossociais no ambiente de trabalho, mostrando que essa não é mais uma questão opcional. É uma prioridade. As empresas passam a ter a responsabilidade de identificar, avaliar e controlar fatores que afetam a saúde mental dos trabalhadores, como estresse, burnout e assédio.

A alimentação como aliada da saúde mental

Uma boa nutrição não é apenas sobre o corpo; ela é uma das principais aliadas da saúde mental. A alimentação equilibrada contribui diretamente para a produção de neurotransmissores essenciais para o nosso humor, como a serotonina e a dopamina.

A nutricionista Cristiane Alves dos Santos explica o impacto positivo de alguns alimentos:

  • Peixes (salmão, sardinha): Ricos em ômega-3, melhoram a função cerebral.
  • Oleaginosas (nozes, castanhas): Ajudam a combater o estresse e a depressão.
  • Frutas (banana, abacate, frutas vermelhas): Auxiliam na produção de serotonina e são poderosos antioxidantes.
  • Verduras escuras (espinafre, couve): Ricas em ácido fólico, que contribui para a estabilidade emocional.
  • Grãos integrais: Mantêm a energia e o humor estáveis ao longo do dia.

Cristiane, que é gerente de unidade da A.Yoshii, observa de perto como a alimentação afeta a equipe: “Notei que refeições muito pesadas ou pobres em nutrientes deixavam os colaboradores mais cansados e irritados. Por outro lado, quando oferecemos opções balanceadas e saborosas, o ambiente fica mais leve e produtivo”.

A inclusão de frutas frescas e preparações leves no cardápio da equipe trouxe uma mudança notável. “Muitos relataram se sentir mais ‘dispostos’ após as refeições, sem aquela sensação de peso no estômago. Isso refletiu até na interação entre eles, que ficaram mais animados e receptivos”, contou Cristiane.

Marketing Dela Foods

O cuidado contínuo faz a diferença

Na Apetit, o Setembro Amarelo não é apenas uma campanha de um mês, mas um lembrete de que a saúde mental deve ser uma prioridade constante, integrada à nossa cultura.

Investir no bem-estar dos colaboradores, seja através de treinamentos, benefícios ou refeições nutritivas, é essencial para garantir não apenas a produtividade, mas a felicidade e a qualidade de vida de todos.

A importância do autoconhecimento e do autocuidado

Em maio deste ano, a equipe de Comunicação Interna do Marketing da Apetit convidou a psicóloga clínica Stefany Gonçalves, do Plano de Saúde Hospitalar, para conversar com os colaboradores sobre “Autoconhecimento e autocuidado”. A profissional conversou sobre “como se conhecer melhor ajuda na saúde mental”. Houve um bate-papo muito produtivo com os colaboradores.

Além de apresentar todo um panorama da saúde mental no Brasil, Stefany falou sobre os impactos da falta do autoconhecimento e do autocuidado nas rotinas e como tudo isso impacta a convivência em equipe também. No entanto, o ponto principal foi quando ela trouxe questões importantes sobre a prevenção e habilidades que todos podem colocar em prática aos poucos no dia a dia.

Para começar, a psicóloga apresentou alguns exemplos práticos em relação ao autoconhecimento:

  • Se você compreende o que te faz bem e faz mal, fica mais fácil escolher o que vai fazer;
  • Reservar um tempo para sentir e analisar como se sentiu naquele dia;
  • Praticar o perdão (a si e aos outros);
  • Dizer “não” quando necessário, sem culpa;
  • Quando você percebe que está irritado e entende que a causa é o cansaço acumulado da semana, e não a atitude do colega de trabalho, você está praticando o autoconhecimento.

E quais seriam os exemplos de prática do autocuidado?

  • Dormir bem, se alimentar de forma equilibrada, reservar momentos para descansar;
  • Dizer “não” a um convite quando você está esgotado é uma forma de se cuidar — mesmo que pareça egoísmo para os outros;
  • Fazer terapia, evitar pessoas tóxicas, praticar meditação, sair para caminhar ou desligar o celular por um tempo são formas de autocuidado;
  • Estar com pessoas que acolhem e respeitam quem você é;
  • Estabelecer limites saudáveis nas relações;
  • Pedir ajuda quando necessário.

Impactos da falta de autoconhecimento e autocuidado:

Gera confusão interna, reatividade emocional e baixa capacidade de lidar com desafios, os efeitos incluem:

  • Comportamentos impulsivos ou desproporcionais;
  • Dificuldade em reconhecer sinais de esgotamento;
  • Sensação constante de insatisfação ou vazio;
  • Exemplo: Fulana muda de emprego com frequência, buscando algo que não sabe definir. Sem clareza de seus valores e desejos, vive frustrada, o que impacta sua autoestima.
  • Baixa resiliência emocional;
  • Exemplo: Ao receber uma crítica, Ciclano sente-se pessoalmente atacado e entra em espiral de pensamentos negativos. Não consegue separar o feedback do seu valor pessoal.

A ausência do autocuidado causa prejuízos em todos os aspectos:

  • Esgotamento físico e emocional:
  • Exemplo: Nunca tira pausas e acumula funções sem descansar, com o tempo, começa a ter lapsos de memória, ansiedade.
  • Autoabandono e baixa autoestima:
  • Exemplo: Não se alimenta bem, dorme pouco e nunca faz nada por prazer. Começa a sentir que não merece cuidados e normaliza.
  • Dependência emocional e dificuldade de se priorizar:
  • Exemplo: Vive em função das demandas dos outros, sem nunca dizer “não”. Gera a sensação de anulação pessoal, que pode levar à depressão.
  • Aumento da vulnerabilidade a doenças psicossomáticas
  • Exemplo: Reprime constantemente suas emoções e ignora os sinais do corpo, desenvolve as doenças.

E na convivência em equipe no trabalho?

  • O clima da equipe se torna pesado, silencioso, apático ou hostil;
  • A falta de cuidado consigo gera descuido com o outro e com o ambiente;
  • Sem autoconhecimento, há dificuldade em lidar com frustrações e diferenças;
  • A comunicação se torna reativa e defensiva;
  • Pequenos problemas viram grandes atritos;
  • Pessoas que não se conhecem bem tendem a interpretar feedbacks como ataques;
  • Isso gera insegurança, retraimento ou hostilidade.

O cuidado começa de dentro para fora, segundo as dicas da profissional:

  • Pare e se escute: Reserve alguns minutos do dia para observar seus sentimentos, pensamentos e reações.
  • Pergunte a si mesmo: “Como estou me sentindo agora?”, dê nome ao que sente;
  • Cuide da sua Saúde Mental: Reconheça seus limites emocionais, fale sobre o que sente com pessoas de confiança, busque apoio, diga não, estabeleça limites saudáveis;
  • Saúde Física: Mantenha uma rotina de sono, alimentação e exercícios, respeite seus sinais de cansaço e estresse;
  • Saúde Espiritual: Conecte-se com o que te dá propósito e sentido, reserve momentos de silêncio, fé ou meditação;
  • Busque mais equilíbrio entre trabalho e vida pessoal
  • Estabeleça limites claros (horário, celular, e-mails)
  • Valorize o tempo com a família, amigos e consigo mesmo, cuide e organize o seu tempo.

Habilidades que fazem a diferença:

  • Empatia: A capacidade de compreender e acolher sem julgamentos;
  • Comunicação: A habilidade de expressar-se com clareza e objetividade;
  • Resiliência: A capacidade de lidar com situações estressantes e manter o equilíbrio emocional;
  • Autoconhecimento: A capacidade de reconhecer os próprios limites e buscar ajuda quando necessário;
  • Organização: A capacidade de manter as tarefas regularizadas e não se afobar;
  • Mente aberta: A capacidade de experimentar coisas novas para construir o autoconhecimento;
  • Honestidade: A capacidade de agir de forma honesta e reconhecer o valor dos outros.

Sua empresa também se preocupa com a saúde mental? Compartilhe este artigo para inspirar outras organizações e pessoas a fazerem do bem-estar uma prioridade.

E você, como tem cuidado da sua saúde mental? Se precisar, lembre-se: peça ajuda!

Giulia Britto 
Sob supervisão de Fernanda Circhia | Marketing Dela Foods

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