Em uma parceria especial com o Sicredi, a Apetit trouxe aos seus colaboradores uma palestra transformadora sobre educação financeira, com reflexões, dicas e caminhos possíveis para transformar a relação com o dinheiro.
Falar sobre dinheiro e vida financeira ainda são assuntos considerados tabus para muitos brasileiros. A vergonha, medo do julgamento, escolhas feitas na impulsividade ou, até mesmo, a simples falta de conhecimento sobre os temas, fazem com que as conversas (tão necessárias) sejam evitadas. No entanto, esse silêncio pode custar muito caro. E não é só sobre dinheiro. Tudo isso pode afetar relacionamentos com familiares, cônjuges, amigos e colegas de trabalho. Além de poder mexer com a saúde mental e gerar ansiedade, pânico, entre outros sentimentos difíceis de lidar.
A Serasa divulga mensalmente um levantamento sobre a relação dos brasileiros com dívidas. De acordo com o Mapa da Inadimplência e Negociações de Dívidas no Brasil, houve crescimento no volume de inadimplentes no mês de maio de 2025. São 77 milhões de brasileiros endividados. Os brasileiros com idades entre 41 e 60 anos representam a maior fatia de população com nome restrito, com 35,1%, segundo o levantamento. Em seguida, estão as faixas etárias de 26 a 40 anos, que representam 33,9%. Em terceiro lugar, estão os brasileiros acima dos 60 anos (19%). Os jovens entre 18 e 25 anos representam 11,6% dos endividados.
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), publicada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apontou que 78,4% das famílias brasileiras estavam endividadas até junho de 2025, contra 78,2% no mês de maio, sendo o quinto mês consecutivo de alta. Essa pesquisa considera como dívidas as contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa. O cartão de crédito segue liderando no ranking como a modalidade mais utilizada, sendo mencionada por 83,3% dos endividados.
Por isso, a educação financeira ainda precisa ganhar espaço nas conversas em família, nas escolas, faculdades, no ambiente de trabalho e, principalmente, no dia a dia das pessoas. Quando o conhecimento chega, ele não chega sozinho. Com ele, chegam também o planejamento, o equilíbrio e a liberdade de escolhas. Foi pensando em tudo isso que a Apetit Serviços de Alimentação promoveu três edições da palestra “Educação Financeira: um caminho possível para o sucesso e a liberdade”, em 25 de junho, para três turmas diferentes. Duas turmas participaram pela manhã e uma no período da tarde.
A condução deste momento tão importante na empresa foi da especialista Daniela Kloster Marteli, representante da cooperativa Sicredi. A iniciativa partiu da gerente do departamento financeiro da Apetit, Roberta Aoki. “O treinamento de educação financeira que proporcionamos aos nossos colaboradores é de extrema importância, pois buscamos capacitar as pessoas para gerenciarem seu dinheiro com inteligência e propósito, garantindo autonomia financeira, realizando sonhos e construindo um futuro mais seguro e tranquilo para suas vidas”, reforçou Roberta.
Educação financeira é um direito democrático
Segundo Daniela, a educação financeira deve ser acessível a todos. Não importa quanto se ganha ou em que fase da vida a pessoa esteja. É possível começar de onde se está, com o que se tem. Uma das crenças mais limitantes é a de que só se guarda dinheiro quando sobra. Na prática, é o hábito que constrói a reserva, e não o valor guardado. “Dez reais poupados todo mês é melhor que nada. O importante é criar o hábito”, apresentou.
Dinheiro também é emocional
Ao contrário do que muitos pensam, o planejamento financeiro não depende apenas de planilhas. Mais de 80% das decisões financeiras são emocionais. Compramos por impulso, para aliviar frustrações ou atender a pressões sociais. Daniela compartilhou um exemplo pessoal: as filhas gêmeas de 13 anos pediram o mesmo item e, sem planejamento, a compra se repetiu. Uma decisão simples que impacta o orçamento e ilustra como o cotidiano exige atenção e equilíbrio.
Planejamento como sinônimo de liberdade
Organizar a vida financeira não é se privar. É poder escolher com mais autonomia. Ter clareza sobre ganhos e gastos, reduzir excessos e definir metas reais, como quitar dívidas, montar uma reserva de emergência ou planejar a aposentadoria, traz leveza e segurança. “O dia em que meu salário foi só meu, e não todo comprometido com dívidas, foi o mais feliz da minha vida”, compartilhou Daniela.
Crédito: oportunidade ou armadilha?
Cartão de crédito, cheque especial, consignado… são ferramentas. Mas, quando mal utilizadas, se transformam em fontes de endividamento. É preciso atenção redobrada com o crédito consignado, já que as parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento, reduzindo drasticamente a renda disponível. Outro alerta importante: o limite do cartão de crédito não é parte da sua renda. Muitos brasileiros têm o costume de lidar com o limite como algo “a mais”. No entanto, esse “a mais” pode virar uma bola de neve.
O consumo começa no digital
O cenário brasileiro atual mostra que 8 em cada 10 pessoas estão endividadas. Parte desse problema vem da cultura de consumo e da forma como nos expomos a estímulos digitais. A especialista sugere fazer uma curadoria do conteúdo online: seguir perfis que falam sobre gestão e finanças e silenciar conteúdos que incentivam compras por impulso. Entre os pontos mais importantes da palestra, está o alerta sobre jogos online que prometem dinheiro fácil. A verdade é que essas plataformas são desenhadas para gerar perda, não lucro.
Casos de pessoas que perderam tudo, crianças usando cartões dos pais e até situações que exigiram ajuda psiquiátrica mostram o quanto o problema é sério e precisa ser falado. “Não existe almoço grátis. Quanto mais fácil parece, maior o risco envolvido”, pontuou.
Educação financeira é sobre escolha, não sobre perfeição
Disciplinar os gastos, analisar o tempo gasto em apps, questionar promoções e criar estratégias simples, como organizar a geladeira para fazer escolhas saudáveis, são formas de praticar o que a especialista chamou de “arquitetura da escolha”.
Não é sobre se privar de tudo, nem sobre viver em função do dinheiro. É sobre encontrar equilíbrio.
Dicas práticas:
- Automatize sua reserva, mesmo que seja com R$ 10 por mês
- Acompanhe a fatura do cartão toda semana
- Escolha uma ferramenta que funcione para você (caderno, app, planilha)
- Converse sobre finanças com sua família. Todo mundo precisa remar junto
- Questione promoções: é oportunidade ou só desejo?
- Reduza estímulos online e controle o que consome digitalmente
- Comece agora. Não espere sobrar para começar a guardar
Educação que transforma
A Apetit acredita que transformar a realidade dos colaboradores começa com a consciência. Por isso, investir em momentos como esse reforça nosso compromisso com o bem-estar, o desenvolvimento pessoal e a construção de uma cultura financeira mais saudável.
A liberdade financeira não acontece de um dia para o outro. Ela nasce da soma de pequenas escolhas. E o melhor momento para começar é agora. Já avaliou como está sua situação financeira? Procure ajuda, se necessário, e mande esse conteúdo para alguém que você goste!
Fernanda Circhia/Marketing Dela Foods





