A Apetit promoveu um webinar dedicado ao tema com a presença da CEO da empresa Pamela Manfrin e a diretora de Vendas e Marketing da BI Machine, Ana Paula Thesing
Como anda a cultura organizacional na sua empresa? Se você lidera equipes, atua com gestão ou simplesmente quer entender o futuro do trabalho, essa conversa é para você. A Apetit convida você a refletir sobre como dados e cultura transformam o RH em um motor de inovação. Na tarde do dia 15 de julho, a Apetit promoveu um webinar especial para quem atua com gestão de pessoas, inovação e liderança empresarial.
A ideia foi trazer insights aplicáveis sobre People Analytics e transformação digital nas empresas. Muitas vezes, é comum separar a cultura e a tecnologia. No entanto, quando os dados ganham alma, esses temas passam a andar juntos. O webinar foi apresentado pela CEO da Apetit, Pamela Manfrin, e a diretora de Vendas e Marketing da BI Machine, Ana Paula Thesing.
Já nos primeiros minutos do encontro, Pamela Manfrin afirmou que não adianta ter dados se você não sabe o que fazer com eles. “O dado só vira inteligência quando muda a atitude.” Pamela compartilhou como a empresa saiu de planilhas simples e indicadores operacionais para construir uma estrutura inteligente, integrada e acessível de gestão de pessoas. O ponto de partida? A cultura. Segundo ela, dados sem cultura são apenas números, e cultura sem dados é apenas achismo. “O equilíbrio entre os dois é o que nos permite agir com precisão e humanidade”, apresentou.
Ana Paula reforçou a fala de Pamela fazendo um paralelo com aplicativos de mapas muito utilizados. “O dado é como o Waze. Ele mostra o caminho, alerta sobre obstáculos, mas quem toma a decisão final é você. O dado empodera, não substitui”, explicou. Ana Paula é referência em inteligência de dados, sendo idealizadora de grandes eventos como o Data Driven Summit e a Data Driven Experience. A diretora complementou ainda que muita gente acha que People Analytics é um painel bonito. “Mas não. O People Analytics é uma cultura de análise. É conectar comportamento com decisões reais.”
Ao longo do webinar, Pamela compartilhou diversas práticas aplicadas dentro da Apetit. Confira:
Automatização de processos de admissão e desligamento: hoje, a Apetit envia documentos diretamente por WhatsApp para os colaboradores. “Tiramos o papel, reduzimos os riscos legais e aceleramos a jornada”, disse.
Capacitação com dados: com mais de 500 cursos disponíveis na plataforma Moodle, a empresa estrutura trilhas personalizadas de aprendizagem com base em gaps reais de competência.
Alertas inteligentes: o time de RH é notificado automaticamente quando há aumento em indicadores como absenteísmo, horas extras, não conformidades no controle de jornadas, permitindo ações rápidas.
Gamificação na prática: o programa Jornada da Inovação transformou a participação dos colaboradores em desafios reais, com reconhecimento, resultados e alto engajamento. “Gamificação não é só jogo. É estratégia de comportamento”, reforçou Ana.
Dados que cuidam: a nova face do RH
Um ponto central foi a ideia de que People Analytics não é apenas sobre performance, mas sim sobre cuidado. A BI Machine mostrou como é possível criar cruzamentos entre jornadas irregulares, volume de entregas e comportamento emocional, ajudando o RH a identificar situações de estresse ou esgotamento.
Pamela reforçou que, para a Apetit, dados também servem para preservar saúde e segurança: “Conseguimos antecipar ausências, identificar sobrecarga, entender o que está por trás de um problema antes dele explodir.”
Outro tema importante foi o preparo das lideranças para interpretar os dados. Ambas reforçaram que a tecnologia sozinha não resolve nada se os líderes não forem educados para pensar com dados. “Investimos em formar líderes que saibam ler dashboards com senso crítico, que saibam cruzar informações com sensibilidade, que saibam fazer perguntas melhores com base no que os números apontam”, explicou Pamela.
“People Analytics não é um software. É um processo cultural. É uma maneira nova de pensar o papel do RH”, alertou Ana Paula. Para Pamela, não adianta o dado ser bonito se não for útil. “A gente aprendeu que visualização é sobre empatia com quem vai usar a informação”, destacou Pamela.
Jornada da Inovação: quando gamificação se torna cultura e impulsiona resultados reais
Na Apetit, a inovação deixou de ser um projeto para se tornar um comportamento coletivo. A Jornada da Inovação, programa interno gamificado que envolve colaboradores de diferentes áreas e níveis hierárquicos, é prova viva de que engajamento, criatividade e resultado podem caminhar juntos.
Mais do que uma competição de ideias, a Jornada é uma trilha estruturada com fases, desafios, mentorias e reconhecimento, que transforma colaboradores em protagonistas da melhoria contínua. A gamificação aplicada à rotina de trabalho estimula a superação de metas, o pensamento crítico e a colaboração, e tudo isso é monitorado com dados. Métricas como engajamento, participação, número de ideias aplicadas e impacto no negócio são analisadas em tempo real para alimentar novas decisões e validar soluções.
“A gente começou pequeno. Hoje, quem participa da Jornada da Inovação tem duas vezes mais chances de ser promovido. Isso porque inovação na Apetit não é sobre criar algo inédito, é sobre resolver melhor o que já existe”, pontuou Pamela. “A diferença está em como usamos essas informações. Um bom líder olha para o dado e pergunta: o que posso fazer para melhorar o caminho da minha equipe?”, completou.
Com resultados expressivos em retenção de talentos, clima organizacional e ganhos operacionais, a Jornada da Inovação tornou-se um exemplo prático de como dados, cultura e pessoas se integram para transformar o dia a dia de uma empresa: de dentro para fora. Ana Paula ressaltou que a gamificação permite experimentar sem medo. “O dado mostra o que engajou, o que deu certo, o que pode ser replicado. Inovar com métrica é escalar valor.” Para Ana, a gamificação conecta metas com conquistas. “Quando o colaborador percebe que seus dados estão sendo usados para reconhecer, não para punir, o jogo muda”, valorizou.
Durante o webinar, os participantes trouxeram várias questões relevantes sobre o assunto. Confira:
Perguntas e respostas:
- Como transformar dados em valor para a gestão de pessoas?
Pamela: “Não adianta ter dashboards se não há cultura e contexto. Dado precisa ter sentido para quem lê e agir com base nele.”
Ana: “People Analytics não é só dashboard. É uma cultura de análise e tomada de decisão com base em comportamento, histórico e propósito.”
- O que é mais importante ao começar uma jornada de People Analytics?
Ana: “Mais importante do que a ferramenta é o hábito. Um RH analítico começa pequeno, com constância. Não precisa esperar ter o sistema ideal.”
Pamela: “A gente começou entendendo o que já tínhamos: dados de jornada, absenteísmo, desligamentos… e fomos conectando as pontas.”
- Quais ferramentas a Apetit está utilizando hoje?
Pamela: “Usamos BI, Moodle para trilhas de capacitação, gamificação e automatizações via WhatsApp. Tudo conectado com alertas inteligentes.”
Ana: “O segredo está na combinação: tecnologia acessível + rotina de análise. Os dados não são o fim, são o caminho.”
- Como comunicar dados para lideranças e times?
Pamela: “A leitura precisa ser personalizada. A forma como você apresenta para a operação não é a mesma para o administrativo.”
Ana: “O dado precisa ser amigável. Mostrar o dado como apoio, não como cobrança. Isso transforma o mindset.”
Fernanda Circhia/Marketing Dela Foods





